Cascada del Cioyo - Astúrias


Esse feriadão de Semana-Santa passamos com a família do meu marido em Coaña, Astúrias.
Coincidindo com a chegada do horário de verão, ganhamos uma hora mais de luz no domingo e fui, no final da tarde,  com meu cunhado e os primos à Cascada (Cascata) del Cioyo.

Está situada no Conselho de Castropol, no povoado de Villarín, na parte alta do Rio Porcía.

O início da rota que fizemos até a cascata está perto das ruínas da antiga escola do povoado e parece que antes havia uma sinalização, mas já não vimos nada à entrada.
Para chegar à cascata principal (Cioyo), temos que fazer um trajeto de uns 160 m. baixando, em mais ou menos uns 20 min (e a volta pelo mesmo caminho, só que subindo hehehehe).

A primeira parte é fácil e feita por uma ladeira quase em linha reta.
Depois a coisa dificulta um pouco, sobretudo se você está sem preparo físico, como eu. (Juro que vou tomar vergonha na cara e treinar pra correr a Volta da Pampulha!).


Início da trilha



Grande parte é feita por um caminho perpendicular, estreito e cheio de pedras, e diria que bem selvagem, se não fossem umas cordas grossas que foram colocadas como corrimão e uma sinalização em algumas partes. Pena que tirei a foto da mata e a trilha ficou de fora!
Mas tanto o caminho como a cascata têm um visual incrível!


Trilha à esquerda da corda


Casinha dos duendes!

Chegando ao Cioyo, há uma queda de aproximadamente 30 m. de águas claras, que forma uma piscina natural.

Conta a lenda, que no verão,  um rapaz de Villarín baixava todos as tardes pra tirar um cochilo perto do rio. Uma Xana (ninfa das águas do folclore asturiano) acabou apaixonada de tanto vê-lo ali. Numa tarde de tempestade, o volume de água à beira cresceu e levou o rapaz rio abaixo. A Xana, que estava vigiando, e vendo que o rapaz ia morrer quando precipitasse do Cioyo e batesse nas rochas no fundo, fez um encanto e criou uma lagoa na base da cascata. O rapaz sobreviveu, mas com o susto nunca mais voltou. Dizem, que se você nada perto da queda d’água, ainda pode escutar o choro da ninfa apaixonada.




Para ver a cascata desde cima, há uma trilha que dá a volta num monte, um pouco melhor que a trilha principal, mas sem as cordas, o que me deu um pouco de medo, tanto ao subir quanto ao baixar.


Início da queda da Cascada del Cioyo

Chegando acima, podemos ver, antes da precipitação do Cioyo, uma outra piscina e uma queda d’água, menores em tamanho, mas igualmente lindas.




Apesar de ficar moída por 2 dias, valeu muitíssimo a pena. E claro, alguém que não esteja tão sedentário como eu, terá menos dificuldades.

Para voltar a Coaña, passamos pela Sierra de la Bobia e conheci o simpático (só que feinho!) Asturcón, um pônei asturiano que vive solto nas montanhas. De longe pareciam lindos, mas quando chegamos perto, perdeu um pouco a graça rsrs





Somando-se a isso, manadas soltas de Vaca Roxa (também típica asturiana) e buracos na estrada, e é preciso ter um pouquinho de cuidado. Mas outra vez, paisagens maravilhosas do alto da montanha, pra limpar a vista.


Olha que vaquinha mais linda, com sininho e tudo!





E como não podia ser diferente nas Astúrias das fadas, duendes e bruxas, fiquei conhecendo também a existência da Bruxa de Brañavara, famosa em todo o Ocidente Asturiano. Encontrei este documentário em língua gallego-asturianu. É sobre a vida de Amparo Lopez, falecida em 1997, uma senhora que vivia em Brañavara e tinha o dom de falar com os mortos. Amparo não tinha medo de andar pelas montanhas à noite, quando era perigoso ser atacada por lobos, e andava com um lampião à gás, mas o fogo não se apagava nem com o mais forte vento. Ajudava às pessoas sem cobrar nada e o remédio para resolver os problemas das pessoas atormentadas que a procuravam, era mandar rezar uma missa para o inquieto falecido.

Aí abaixo está o documentário.






Puxa Asturies!, terra de muitas lendas!



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