Viagem de Avião com minha Gata

Esta é a Pelusina (nome asturiano, por isso, só com um S), carinhosamente chamada Pê! Vou contar a odisséia dela para ir da Espanha à Bélgica em avião.



Para começar, visita ao veterinário. Como ela é novinha e ainda era indocumentada, foram providenciados o implante do microchip, as vacinas e o Passaporte Para Animais de Companhia, da União Européia, que vem com todas as informações do animal e é necessário para a viagem. Uma vacina que é imprescindível, até para gatos, é a anti-rábica.


Até aí, tudo bem. O problema é que não há vôos diretos das Astúrias à Bélgica, e uma viagem que duraria umas 2 horas num vôo direto, se transformaram em 16 horas, entre viagem para o aeroporto, espera no aeroporto, escala, mais espera, viagem de trem do aeroporto para casa… Ufa! Cansativo para nós, imagina pra pobre gatinha assustada em sua primeira viagem.

O veterinário receitou um remedinho para ela dormir, funcionou nas primeiras 4 horas. Como ela estava quietinha, acho que meio grogue, meio assustada, resolvemos não dar uma segunda dose.

Viajamos com a Vueling. Como o transporte de animais é feito na cabine, eles aceitam até 1 mascote por pessoa e 2 por vôo, então é importante reservar com antecedência, para não correr o risco do vôo já estar com esse limite ocupado e você não poder embarcar com seu bichinho. O animal tem que ir numa caixa (ou gaiola) maleável, com medidas máximas de 50cm. de comprimento, 40cm. de largura e 20cm. de profundidade, desde que a soma dessas medidas não exceda 110cm. O peso máximo da caixa, incluindo o animal e os alimentos, não deve ultrapassar 8 kg.  O preço da passagem varia se é vôo internacional ou nacional, e por trajeto. Maiores informações, Aqui na página da Vueling.


Para passar nos controles do aeroporto, ela teve que ser retirada da caixa. Dá para imaginar? Fila grande, gato para um lado, sapato pra outro, celular para outro, mala pra lá… Por isso, cuidado pro bichinho não escapar.

Sobre o vôo em si, a primeira parte foi tranquila, ela estava meio dormida, e não deu trabalho. E enquanto esperávamos (longa espera!) pro segundo vôo, ela também ficou quietinha. Não quis se alimentar nem beber água. Até tentei deixá-la um pouquinho no meu colo, mas ela se sentia mais confortável e protegida dentro da caixinha.



Como disse antes, resolvemos não dar a segunda dose do remédio. Mal, muito mal…

O segundo vôo foi um pouco mais tumultuado. Ela estava assustadíssima com o barulho dos motores e o treme-treme do avião. Foi aí que começou a chorar e a miar alto.

A caixinha deve viajar nos pés do passageiro, e ela estava. Estávamos na última fileira do avião. Como eu e meu marido estávamos na fileira de três assentos, e o assento da janela estava vazio, resolvemos colocar a caixinha  no assento do meio e assim íamos conversando e fazendo carinho na gatinha, no que ela se acalmou e seguramente, acalmou algum passageiro que se sentiu incomodado com os altos miados. Fomos quase toda a viagem assim e as aeromoças não disseram nada.
Até que faltando uns 20 min. para aterrissar , veio uma aeromoça e nos disse com falta de educação, que a caixa devia ir no chão debaixo do banco da janela. Tudo bem, ela estava fazendo o seu trabalho, zelando pela segurança do vôo, mas podia ter sido mais educada.




Baixamos de novo a caixa e novo miau-miau. Pelo menos estávamos aterrissando.

Depois mais uma hora e meia em trem, bonde e finalmente, casa!!
Nesses meios de transporte, animais podem viajar de graça, na Bélgica.

Já em casa, aquela cheiradinha básica de reconhecimento e pra caminha dormir!! O bom é que ela é uma gatinha tranquila, se fosse um bichinho mais arredio ia dar mais trabalho.

 
Já no trem

2 comentários

  1. Pê, você foi muito corajosa! Parabéns!!!!! E achei chiquérrima, com passaporte e tudo.
    Tati

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    Respostas
    1. Gatinha melhor que essa não há! Pois é, por aqui os animais têm que viajar com passaporte! Tendo vacinas em dia e microchip, qualquer veterinário pode providenciar um pro animalzinho.

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