Le Havre - Primeiras impressões sobre o berço do Impressionismo


Hotel enfeitado para as comemorações do dia da Festa Nacional Francesa (14 de julho) - Queda da Bastilha

Novo destino, primeira semana, primeiras impressões…
A terra das primeiras impressões da arte moderna e do impressionismo de Claude Monet.

Estamos em Le Havre, cidade com quase 190 mil habitantes e a principal da Normandia, região situada no noroeste da França. Está na desembocadura do rio Sena.

O nome da cidade significa “O Porto”, já que desde seu início foi importante porto de navegação pelo Rio Sena e pelo mar, pelo Canal da Mancha.
Hoje, é o segundo maior porto da França.

Fundada no séc. XIV, quase nada nos faz lembrar seu passado medieval.  
Devido sua localização estratégica, a cidade sofreu muito com as duas Guerras Mundiais. E foi na Segunda Guerra Mundial que seus habitantes quase viram a cidade desaparecer do mapa. Como desde 1940 Le Havre havia sido ocupada pelos nazis e se tornado uma base militar dos alemães, sofreu mais de 100 bombardeios pelos Aliados. Em 1944 ocorreu o bombardeio mais forte, e que destruiu o centro e o porto. Buscavam abater os nazis e facilitar a entrada e o avance das Tropas Aliadas.

 
Cathedrale Notre-Dame du Havre, construída em 1520. Mais antigo edifício medieval e um dos poucos que sobreviveu aos diversos ataques que a cidade sofreu ao longo dos séculos. Mistura os estilos arquitetônicos gótico, renascentista e barroco.
L'église Saint-Joseph du Havre(Igreja São José), com seus 107m. de altura.


Vista interna da torre da Igreja São José e seu vitrais.

Depois da destruição, a cidade foi toda reconstruída pelo arquiteto Auguste Perret, o “poeta do cimento”. Em 2005 recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO pelo exemplo de urbanização e arquitetura do pós-guerra, e pela exploração inovadora do concreto aliada com o traçado antigo. É a única cidade cuja arquitetura moderna recebeu esse título da UNESCO. Pela inovação, pode até ser, mas beleza e estética, deixa muito a desejar.

Em 1982 foi inaugurado o Centro de Cultura, uma obra de Oscar Niemeyer, chamada Le Volcan (O Vulcão), que consiste em dois auditórios de tamanhos diferentes. Atualmente estão fechados para reforma, com abertura prevista para 2014.


Monumento em homenagem aos cidadãos de Le Havre mortos na Guerra. A escultura traz a inscrição em ouro dos nomes dos mortos, e acima a Victoria liderando o triunfo da cidade. Ao fundo, o auditório desenhado pelo brasileiro Oscar Niemeyer, Le Volcan.

Ponte sobre Bassin du Commerce (Bacia do Comércio); atrás, Le Volcan, de Niemeyer; e ao fundo a Igreja São José.

Comparando com outras cidades européias é até sujinha, sem falar das fezes de gaivota e pombos pelo chão. Arrrgghhh que nojinho! Rsrsrs

Mas nem tudo é cinza, também há flores!

Há muitos jardins e praças espalhados por toda a cidade, bem parecidos como quando se vê nos filmes sobre a França.

E ciclovias em quase todas as ruas. 


Bonde elétrico na Av. Foch, que imita a famosa Champs-Élysées de Paris.




Antes de chegarmos, as notícias eram as piores: o sol quase não era visto por essas bandas. E o frio tomava conta da cidade até no verão.
Tcharan!!!!!!! Pois então, trouxemos o sol!!! Tem dias que faz um calorão, “benza Deus”!
A praia tem cerca de 2 km. de extensão e é toda de pedrinhas. Areia só quando a maré está baixa.
O que achei mais interessante, é que há umas casinhas na praia, e ali o pessoal guarda as coisas que usa, como cadeiras, sombrinhas e barraca. Imagino que devem ser alugadas.
A infra-estrutura no passeio marítimo é bem legal. Há um parquinho e uma piscina para as crianças, restaurantes, quadras de areia e basquete e uma pista de skate/patins/patinete, que é a maior da França.


Maior pista de skate da França.
















Agora vamos voltar ao início do post.

Le Havre é o berço do Impressionismo, movimento cultural e marco inicial da arte moderna. Segundo o artista Boudin, foi um “movimento que leva a pintura à pesquisa da luz total do espaço exterior.”
O termo surgiu de uma das primeiras obras de Claude Monet, “Impressão, Nascer do Sol” (1872), quando foi analisada de maneira pejorativa por um crítico de arte. O quadro retrata um instante de uma manhã no porto de Le Havre. 
Eugène Boudin e Claude Monet viviam aqui e se conheceram nas praias da Normandia, quando o primeiro trabalhava com pintura ao ar livre.
A segunda maior coleção impressionista da França está em Le Havre, no MuMa - Musée d’art Moderne André Malraux. Esse ainda vou visitar! E fica para próxima também, uma visita ao Jardim Botânico – Jardins Suspendus.


Lugar de onde o pintor Boudin fez um esboço para a obra Bassin du Commerce.
As primeiras impressões estão aqui, já contarei as próximas!



Tem um museu do cabelereiro pequeninho e estava fechado, mas me chamou a atenção pelo vidro essa boneca que parece a Noiva do Chuck!. Olha como se faziam antigamente os cachinhos no cabelo! Filme de terror!!




2 comentários

  1. Que saudades de Le Havre!!!!!!

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  2. Volta!! É primavera, o sol voltou a brilhar!! (finalmente)

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